O teste tuberculínico, conhecido como PPD, é usado pela rede municipal de Manaus para investigar a chamada infecção latente por tuberculose. O exame pode indicar contato anterior com o bacilo mesmo quando a pessoa não apresenta sintomas, mas não confirma, sozinho, a existência da doença ativa.
A aplicação passou a ser feita também nas Unidades de Saúde da Família Adalgiza Barbosa de Lima, no Lírio do Vale; Santos Dumont, no bairro da Paz; e Dom Milton Corrêa, no bairro Santo Agostinho. Os três pontos ficam na área do Distrito de Saúde Oeste e começaram a realizar o procedimento em 20 de outubro.
Quem pode ser encaminhado
Segundo Anne Kimi Okazaki, chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o PPD é indicado principalmente para pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com pacientes diagnosticados com tuberculose ativa. Também podem ser avaliadas pessoas que vivem com HIV/Aids, têm outras condições que comprometem a imunidade ou vão iniciar tratamentos com medicamentos que reduzem a resposta imunológica.
Quando o resultado aponta reação compatível com contato com o bacilo, é necessário prosseguir com avaliação clínica para descartar a tuberculose em atividade. Se a doença ativa for afastada, a orientação é considerar o tratamento preventivo da infecção.
“Esse exame investiga se o usuário já teve contato com a bactéria da tuberculose, mesmo que não apresente sintomas da doença. O propósito desse teste não é diagnosticar a tuberculose ativa, mas sim a infecção, que é quando a bactéria está latente no organismo, controlada pelo sistema imunológico do paciente”, afirmou Anne Kimi.
Leitura exige novo atendimento
O procedimento é feito com a aplicação de uma pequena quantidade de PPD sob a pele do antebraço. A etapa seguinte não ocorre no mesmo momento: o paciente deve voltar à unidade entre 48 e 72 horas depois. Nesse retorno, um profissional verifica e mede o endurecimento formado no local da aplicação, interpretando a reação conforme critérios clínicos.
A Semsa informa que, com a inclusão das três unidades, o teste está disponível em 55 estabelecimentos da Rede de Atenção Primária à Saúde. São 50 unidades na região urbana e cinco na zona rural.
Tratamento preventivo
Entre janeiro e outubro, a secretaria informou ter iniciado 927 tratamentos preventivos contra a tuberculose. Desse total, 248 pacientes concluíram o tratamento e 581 permaneciam em acompanhamento no período divulgado.
De acordo com a Semsa, o tratamento preventivo pode durar três meses, com administração semanal de medicamentos conforme o esquema definido pelo profissional de saúde. Já o tratamento da tuberculose ativa tem duração mínima de seis meses, com possibilidade de variação conforme a avaliação clínica e a resposta do paciente.
A orientação da secretaria é que a infecção latente seja acompanhada porque, embora o sistema imunológico possa manter o microrganismo sob controle, uma redução futura da imunidade pode favorecer a evolução para a forma ativa da tuberculose.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus








