A Maternidade Dr. Moura Tapajóz, da Prefeitura de Manaus, realizou em 21 de outubro de 2026 uma sessão científica voltada à hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido. A atividade utilizou o atendimento de um bebê da própria unidade como base para a revisão de condutas e para uma aula destinada aos servidores.
A apresentação foi conduzida por Alice Mattoso, residente do Programa de Residência Médica em Pediatria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), sob supervisão do pediatra Rodrigo Ferreira. Durante o encontro, foram examinados os dados do nascimento, o tratamento realizado e a evolução clínica do recém-nascido.
Condição exige acompanhamento intensivo
A hipertensão pulmonar persistente neonatal ocorre quando os vasos sanguíneos dos pulmões permanecem contraídos depois do nascimento, em vez de se dilatarem. Esse desarranjo da vasculatura pulmonar dificulta a oxigenação adequada do sangue e pode afetar recém-nascidos de termo e pós-termo.
Conforme as informações apresentadas na sessão, o quadro pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave e risco de morte. Por isso, o atendimento exige suporte intensivo especializado e decisões clínicas imediatas. A programação incluiu conteúdos sobre fisiopatologia, fatores de risco, aspectos epidemiológicos, métodos de diagnóstico e tratamento.
Evolução do bebê
O caso discutido teve desfecho favorável, segundo a diretora da maternidade, enfermeira obstetra Núbia Cruz. O bebê permanece na Unidade de Cuidados Convencionais (UCINCo), em ar ambiente e sem uso de drogas vasoativas ou sedativos.
Ainda de acordo com Núbia Cruz, o recém-nascido está em transição da alimentação por sonda nasogástrica para o seio materno. A diretora afirmou que a avaliação de casos clínicos é uma estratégia para fortalecer a assistência neonatal de alta complexidade na unidade.
Segundo a gestora, a maternidade recebe pacientes transferidos de municípios que não têm estrutura equivalente para suporte neonatal avançado. Ela destacou que a preparação para diferentes intercorrências integra o trabalho da unidade.
Ensino e assistência
Para Larissa de Almeida, enfermeira obstetra e responsável pelo Núcleo de Educação Continuada e Permanente da Maternidade Dr. Moura Tapajóz, o tratamento da condição requer acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar. Entre os profissionais mencionados estão neonatologistas, fisioterapeutas, enfermeiros especializados, farmacêuticos e nutricionistas.
Larissa também informou que, após o diagnóstico do bebê, foi necessário iniciar medidas imediatas, com monitoramento intensivo e suporte clínico durante a recuperação. A enfermeira afirmou que as sessões de ensino em serviço buscam estimular a análise de casos entre residentes, internos e profissionais da unidade.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus








