A rede de segurança alimentar mantida pela Prefeitura de Manaus combina a oferta direta de refeições com serviços de acompanhamento social. Coordenadas pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), as iniciativas atendem pessoas em situação de vulnerabilidade e incluem unidades do Prato do Povo, Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias e distribuição de pescado.
As ações foram apresentadas pela Semasc em 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Segundo a secretaria, mais de 1,8 milhão de refeições foram distribuídas em 2026. O atendimento alimentar é associado ao trabalho dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), responsáveis por serviços e encaminhamentos relacionados à proteção social e à garantia de direitos.
Serviços com diferentes modalidades
Criado em 2023, o programa Prato do Povo possui 12 unidades distribuídas pelas zonas de Manaus e oferece mil refeições gratuitas por dia, de acordo com a Semasc. Nos locais, também são repassadas orientações sobre hábitos alimentares saudáveis e qualidade de vida.
Outra modalidade é formada pelos Restaurantes Populares, que disponibilizam refeições pelo valor de R$ 1. O serviço é destinado a trabalhadores urbanos, pessoas idosas, estudantes e demais pessoas em situação de vulnerabilidade social.
As Cozinhas Comunitárias são desenvolvidas pela Semasc em parceria com instituições públicas e privadas. Além das refeições para a população de baixa renda, os espaços promovem atividades educativas e ações relacionadas à cidadania, à saúde e ao fortalecimento dos vínculos familiares.
Distribuição de pescado
O programa Jaraqui da Gente integra a estrutura com a distribuição de pescado em todas as zonas da capital. Conforme a Prefeitura, a iniciativa contribui para a alimentação das famílias, ajuda a reduzir despesas domésticas e valoriza um alimento tradicional da cultura amazonense.
A atuação dos Cras e Creas complementa os programas de alimentação. Segundo a administração municipal, as unidades acompanham famílias em situação de vulnerabilidade e realizam encaminhamentos para serviços da rede socioassistencial. A proposta apresentada pela Semasc é reunir o fornecimento de alimentos e o acesso a medidas de proteção social.
Declarações da Semasc
O secretário da Semasc, Wanderson Costa, afirmou que o combate à fome envolve segurança alimentar, cidadania, inclusão e proteção social. Ele também declarou que a Prefeitura mantém ações permanentes para ampliar o acesso à alimentação entre pessoas em situação de vulnerabilidade.
A diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Semasc, Julianna Diz, afirmou que o trabalho é realizado durante todo o ano e envolve instrumentos que atuam de forma conjunta contra a insegurança alimentar. A divulgação não detalha metas futuras, custos dos programas ou o número de famílias alcançadas por cada iniciativa. Os dados apresentados especificam a quantidade de refeições distribuídas em 2026, o número de unidades do Prato do Povo e o valor cobrado nos Restaurantes Populares.
A Prefeitura também citou informação atribuída ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome segundo a qual o Brasil permanece fora do Mapa da Fome, conforme o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026”, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU). O documento, divulgado em 21 de julho de 2026, considera dados do período de 2023 a 2025.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus
