O vereador Aldenor Lima (União Brasil) questionou os critérios técnicos considerados na decisão da Justiça Federal que determina a entrega da capivara Filó ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Durante pronunciamento na Câmara Municipal de Manaus, ele defendeu uma nova perícia judicial antes do cumprimento da ordem.
A sentença foi proferida na terça-feira (13 de outubro) e fixou prazo de 30 dias para que Agenor Tupinambá entregue o animal ao órgão ambiental. Conforme a decisão citada pelo parlamentar, Filó deve ser encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Manaus, para reabilitação e possível reintegração à natureza.
Vereador aponta condições do Cetas
Presidente da Comissão de Proteção e Bem-estar Animal (Compets), Aldenor afirmou que o Cetas apresenta estrutura precária. Segundo ele, o encaminhamento pode oferecer risco à vida da capivara, preocupação que, de acordo com o vereador, já teria sido indicada em decisão judicial anterior.
Médico-veterinário, Aldenor disse que medidas relacionadas à fauna silvestre devem considerar a segurança, a saúde e o bem-estar do animal, além das condições efetivas do local destinado ao acolhimento. O parlamentar também afirmou que Filó está saudável e circula livremente na natureza, embora possa passar dias sem ser vista.
“A capivara Filó está saudável, circula livremente na natureza, inclusive, passa dias sem aparecer porque está vivendo instintivamente”, declarou Aldenor. Para ele, as informações disponíveis não demonstrariam que o bem-estar do animal esteja sendo priorizado na situação.
Pedido por avaliação atualizada
Aldenor acompanha o caso desde 2023, quando participou de uma mobilização pela devolução de Filó ao ambiente em que vivia. Na ocasião, esteve no Cetas com a deputada estadual Joana Darc (União Brasil) e profissionais habilitados para avaliar as condições da capivara.
O vereador afirmou que, se necessário, está disposto a participar de uma nova mobilização. Ele também criticou a prioridade dada pelo órgão ambiental ao caso, mencionando a situação das queimadas no Amazonas e a necessidade de responsabilizar quem incendeia a floresta.
A manifestação registra a sentença, o prazo para entrega e a posição de Aldenor sobre a estrutura do Cetas e a necessidade de nova perícia. Não foram detalhados, porém, na divulgação, um pedido formal de perícia, a resposta do Ibama ou da Justiça Federal, nem o estágio de cumprimento da ordem. Também não foram apresentados novos laudos que confirmem as condições atuais de saúde e comportamento de Filó ou uma avaliação independente sobre a capacidade do centro.
Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.
Foto: Paulo Pascareli/Assessoria



