Relatos de motoristas que participaram de uma atividade prática sobre acessibilidade foram apresentados durante um treinamento do programa Escola de Transporte Inclusivo, da Prefeitura de Manaus. A capacitação foi promovida pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) em 3 de novembro e reuniu aproximadamente 30 operadores da Vega Transportes, entre motoristas e cobradores.
A programação teve como foco o atendimento a idosos, Pessoas com Deficiência (PcDs) e pessoas com doenças ocultas. Entre as atividades, os profissionais participaram da simulação da descida de uma pessoa cadeirante pela rampa de acesso de um ônibus, em uma dinâmica voltada à compreensão das barreiras encontradas por passageiros com limitações de mobilidade.
Percepção dos profissionais
O motorista Josiclei dos Anjos Rocha, de 43 anos, classificou a experiência como positiva. Segundo ele, a vivência mostrou que as dificuldades enfrentadas por pessoas com mobilidade reduzida exigem maior atenção dos trabalhadores do transporte coletivo.
“Dessa minha vivência hoje, eu tive uma grande experiência. A gente tem que ter mais empatia e tentar ajudar o próximo, porque eu vi que não é fácil. Temos que procurar fazer o nosso melhor e irei ajudar mais do que já faço hoje em dia”, relatou.
Um dos orientadores da atividade, o motorista Dênis dos Santos, que atua na função há 15 anos, afirmou que a capacitação pode influenciar a rotina dos operadores. De acordo com ele, a etapa de vivência permite que os participantes compreendam, de forma prática, situações enfrentadas por pessoas com deficiência durante as viagens.
“O programa ‘Escola de Transporte Inclusivo’ é muito importante para conscientizar os condutores, e os resultados positivos vêm logo após os treinamentos. Na etapa de vivência, eles vão sentir na pele o que a pessoa com deficiência sente, para se conscientizar ainda mais em um atendimento mais humano para a população de Manaus”, disse Dênis.
O motorista também afirmou que percebe evolução no atendimento após a participação dos profissionais nas atividades. “Quando passam pelo treinamento, a gente percebe uma evolução no atendimento. Eles se conscientizam em atender melhor esse público e oferecem um serviço de qualidade e mais humano”, declarou.
Objetivo da capacitação
Para o chefe da Divisão de Atendimento Social do IMMU, Gilson Araújo, a proposta não se limita à transmissão de regras de trabalho. Ele afirmou que a experiência busca estimular nos operadores uma percepção mais próxima das dificuldades enfrentadas pelos passageiros.
“A nossa ideia não é só passar regras de trabalho, mas mudar a visão de quem está no ônibus todo dia. Quando o motorista ou o cobrador sente na pele as dificuldades de quem tem alguma limitação, ele percebe como a atitude dele faz a diferença na viagem do passageiro. Entender o lado do outro é o primeiro passo para um atendimento mais seguro e com mais respeito para todo mundo”, afirmou.
Segundo a Prefeitura de Manaus, o programa utiliza a vivência como parte da formação dos trabalhadores do sistema de transporte coletivo. A iniciativa aborda situações relacionadas ao embarque, ao desembarque e à circulação dos usuários, além da conduta de motoristas e cobradores no atendimento.
A ação foi apresentada pela Prefeitura como parte da qualificação contínua dos operadores e da proposta de tornar o transporte público mais acessível. A divulgação não informa a quantidade de novas turmas, o cronograma das próximas atividades ou indicadores para medir os efeitos do treinamento na rotina do sistema.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus







