terça-feira, 29 de setembro de 2026
SAÚDE

Como se proteger do sol forte em Manaus: veja os cuidados essenciais

Saiba como se proteger do sol forte em Manaus, quais horários exigem mais atenção, como usar o protetor solar e reconhecer sinais de insolação e queimadura.

Quem vive ou circula por Manaus precisa adotar cuidados regulares para enfrentar períodos de sol forte e calor intenso. A exposição prolongada pode provocar queimaduras, desidratação e insolação, além de contribuir para o envelhecimento precoce da pele e aumentar o risco de câncer de pele ao longo da vida.

As medidas mais importantes são reduzir o tempo sob o sol, principalmente entre 10h e 16h, procurar locais com sombra, usar roupas que cubram o corpo, proteger o rosto e os olhos e manter a hidratação. O protetor solar é importante, mas não substitui as barreiras físicas nem permite permanecer exposto por tempo indeterminado.

Por que o sol forte exige atenção

A radiação ultravioleta pode atingir a pele diretamente, ser dispersa pelo céu aberto ou refletida por superfícies do ambiente. Por isso, mesmo quem está parcialmente protegido ou em áreas externas com sombra ainda pode receber radiação.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. O efeito da radiação é cumulativo, e a infância e a adolescência são fases especialmente importantes para a prevenção.

O calor também aumenta a perda de líquidos pelo suor. Em ambientes quentes e úmidos, o organismo pode ter mais dificuldade para eliminar o calor, o que eleva o risco de mal-estar, exaustão pelo calor e insolação.

Evite os horários de maior intensidade

A recomendação do Ministério da Saúde é evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação costuma ser mais intensa. Quando não for possível alterar o horário de uma atividade, a orientação é reduzir o tempo ao ar livre e reforçar as formas de proteção.

Atividades físicas, deslocamentos, trabalhos externos e tarefas domésticas podem ser organizados, sempre que possível, para o início da manhã ou o fim da tarde. A mudança de horário não elimina a necessidade de proteção, mas pode diminuir a exposição durante o período mais crítico.

Também é importante não usar a sensação de vento ou a presença de nuvens como indicação de segurança. A radiação ultravioleta pode continuar presente mesmo quando o calor parece menor ou o céu está parcialmente nublado.

Use sombra e barreiras físicas

Procurar sombra é uma das formas mais eficazes de reduzir a exposição direta. Árvores, marquises, toldos, coberturas e guarda-sóis podem ajudar, especialmente durante esperas, caminhadas e atividades de lazer.

A sombra, no entanto, não bloqueia necessariamente toda a radiação ultravioleta. Por isso, o ideal é combinar esse recurso com roupas, chapéu, óculos escuros e protetor solar nas áreas descobertas.

Para quem precisa trabalhar ao ar livre, a proteção deve fazer parte da rotina. Camisas de manga longa, calças leves, chapéus de abas largas e pausas em locais cobertos ajudam a diminuir a exposição. Empresas e responsáveis por equipes também podem organizar tarefas e intervalos de modo a reduzir a permanência sob o sol nos horários mais intensos.

Escolha roupas, chapéu e óculos adequados

Roupas leves, confortáveis e que não fiquem apertadas facilitam a dissipação do calor. Tecidos de trama mais fechada tendem a oferecer maior proteção do que materiais muito finos ou transparentes. Quando disponíveis, peças com indicação de proteção contra raios ultravioleta podem ser uma alternativa para atividades prolongadas ao ar livre.

O chapéu deve proteger não apenas o topo da cabeça, mas também o rosto, as orelhas e a nuca. Modelos de aba larga oferecem cobertura maior do que bonés convencionais. Quem usa boné deve reforçar a proteção das orelhas, do pescoço e da nuca com roupas ou protetor solar.

Óculos escuros com proteção contra raios ultravioleta ajudam a proteger os olhos e a pele ao redor deles. O acessório deve ser usado em deslocamentos, atividades esportivas e momentos de lazer ao ar livre, especialmente quando há forte claridade ou reflexão da luz.

Como usar o protetor solar corretamente

O Ministério da Saúde recomenda o uso de protetor solar com FPS 30 ou mais para ajudar a evitar queimaduras. O produto deve ser aplicado em todas as áreas expostas, incluindo rosto, orelhas, nuca, mãos, braços, pernas e pés. Os lábios também precisam de proteção específica, com protetor labial que tenha filtro solar.

A aplicação deve seguir as instruções da embalagem e ser feita antes da exposição. É necessário reaplicar o produto durante o período ao ar livre, especialmente após suor intenso, contato com água ou secagem com toalha. Mesmo produtos classificados como resistentes à água não dispensam a reaplicação.

Uma aplicação única pela manhã não protege durante todo o dia. A quantidade usada também interfere no nível de proteção obtido. Espalhar uma camada muito fina pode reduzir a eficácia indicada no rótulo.

O protetor solar não deve ser usado como justificativa para prolongar a exposição. Ele complementa a sombra, as roupas e o chapéu, mas não impede todos os efeitos da radiação ultravioleta.

Hidratação deve começar antes da atividade

Beber água ao longo do dia ajuda a reduzir o risco de desidratação. Em atividades físicas ou trabalhos sob calor, é importante não esperar a sede aparecer para iniciar a hidratação.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas que vão se exercitar em dias quentes bebam líquidos antes, durante e depois da atividade. Água é a principal opção para a maioria das situações. Bebidas alcoólicas podem favorecer a desidratação e devem ser evitadas em períodos de exposição intensa ao calor.

Também é recomendável fazer pausas em ambientes frescos ou sombreados, diminuir o ritmo da atividade ao perceber cansaço excessivo e usar roupas que permitam a circulação de ar. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e quem utiliza determinados medicamentos precisam de atenção especial.

Crianças e idosos precisam de cuidado redobrado

Crianças podem permanecer mais tempo expostas ao sol sem perceber o risco, principalmente em praias, piscinas, parques e atividades escolares. Cabe aos adultos planejar pausas, oferecer líquidos, procurar sombra e verificar se o protetor foi aplicado nas áreas expostas.

Bebês devem receber cuidados específicos, e a exposição direta prolongada deve ser evitada. O tipo de proteção adequado depende da idade e da orientação do pediatra, especialmente nos primeiros meses de vida.

Idosos também podem apresentar maior vulnerabilidade ao calor e à desidratação. Pessoas com diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, imunidade baixa ou que usam diuréticos e outros medicamentos devem seguir as orientações do profissional de saúde que acompanha o caso.

Pele negra também precisa de proteção

A maior quantidade de melanina oferece alguma proteção natural, mas não elimina o risco de queimaduras, manchas, envelhecimento da pele ou câncer. A proteção solar deve ser adotada por pessoas de todos os tons de pele.

Em peles negras, algumas alterações podem ser menos perceptíveis. Feridas que não cicatrizam, manchas que mudam, áreas que coçam ou sangram e sinais novos devem ser avaliados por um profissional de saúde, independentemente da cor da pele.

Como reconhecer queimadura e insolação

A queimadura solar pode deixar a pele vermelha, dolorida, sensível e, em alguns casos, com bolhas. A área afetada deve ser protegida de novas exposições, e a pessoa deve evitar romper as bolhas. Queimaduras extensas ou acompanhadas de febre, dor intensa, mal-estar ou sinais de infecção precisam de avaliação médica.

A insolação é uma condição grave associada ao excesso de calor e à incapacidade do organismo de se resfriar. Entre os sinais descritos pelo Ministério da Saúde estão dor de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura elevada, alterações visuais e confusão mental.

Em situações mais graves, podem ocorrer respiração rápida ou difícil, desmaio, convulsão, fraqueza muscular e perda de consciência. A insolação pode ser fatal e exige atendimento médico imediato.

O que fazer diante de sinais de insolação

A pessoa deve ser levada para um local fresco, ventilado e protegido do sol. É possível retirar o excesso de roupas, manter a cabeça elevada e aplicar compressas frias na testa, no pescoço, nas axilas e na virilha. Se estiver consciente, pode receber água ou outro líquido não alcoólico.

Em casos graves, é necessário procurar atendimento de emergência ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192. Não se deve deixar a pessoa sozinha nem atrasar a busca por atendimento quando houver confusão mental, desmaio, convulsão ou dificuldade para respirar.

Observe a pele regularmente

A prevenção não termina ao sair do sol. O câncer de pele costuma aparecer em regiões expostas, como rosto, pescoço e orelhas, mas também pode surgir em outras partes do corpo.

Manchas que coçam, descamam ou sangram, pintas que mudam de tamanho, formato ou cor e feridas que não cicatrizam devem ser avaliadas por um dermatologista ou outro profissional habilitado. O diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento adequado.

Em Manaus, onde atividades ao ar livre fazem parte da rotina de muitas pessoas, a proteção precisa ser incorporada ao dia a dia. Reduzir a exposição nos horários críticos, usar sombra e roupas adequadas, aplicar protetor solar, beber água e reconhecer os sinais de alerta são medidas simples que ajudam a proteger a saúde no presente e no futuro.