A prevenção ao câncer de mama e as medidas para enfrentar os efeitos das queimadas foram discutidas em frentes distintas durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na terça-feira (13 de outubro). Os vereadores trataram do diagnóstico precoce e da rede de atendimento à saúde da mulher, além de ações de fiscalização e prevenção diante da fumaça que afeta a qualidade do ar na capital.
Dados sobre câncer e atendimento
A vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) apresentou estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para 2026. Segundo os números citados por ela, o Amazonas deverá registrar 600 novos casos de câncer de mama e 620 de câncer do colo do útero. Para Manaus, as projeções mencionadas foram de 410 casos de câncer de mama e 430 de câncer do colo do útero.
Na mesma manifestação, a parlamentar citou dados atribuídos à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Conforme as informações apresentadas, foram registrados 1.149 óbitos por câncer de mama no estado entre 2020 e 2024. Desse total, 860 ocorreram entre mulheres de 30 a 69 anos.
Jacqueline defendeu o reforço das ações de conscientização, o acesso ao diagnóstico precoce e o fortalecimento da rede de atendimento à saúde da mulher, incluindo serviços oferecidos por unidades móveis. Ela também afirmou que é necessário reduzir tabus, estimular o autoexame e orientar a busca por atendimento profissional.
Fiscalização e prevenção contra queimadas
Os impactos da fumaça na rotina dos moradores de Manaus foram abordados pelo vereador Marco Castilhos (União Brasil). Ele mencionou a suspensão preventiva das atividades escolares nas redes municipal e estadual de ensino e defendeu campanhas de conscientização sobre os riscos das queimadas irregulares.
Castilhos também citou a atuação conjunta da Comissão de Meio Ambiente da CMM, dos órgãos de fiscalização e do Ministério Público do Amazonas (MPAM). “É essencial conscientizarmos a sociedade e atuarmos em conjunto com os órgãos de fiscalização e o Ministério Público no combate a práticas irregulares de queimadas que prejudicam o coletivo”, declarou.
O vereador Gilmar Nascimento (Avante) mencionou focos de incêndio em áreas rurais, rodovias e ramais de municípios próximos a Manaus. Segundo ele, a fumaça produzida nesses locais também compromete a qualidade do ar na capital. O parlamentar defendeu maior integração entre os governos federal, estadual e municipais para ampliar a fiscalização e as medidas preventivas.
Gilmar citou ainda a Lei Municipal nº 618/2026, de sua autoria, que institui a Semana de Estudo sobre Conservação Ambiental e Sustentabilidade Amazônica nas escolas de Manaus. A iniciativa foi apresentada no contexto das ações de educação e prevenção ambiental.
Equipamentos para áreas isoladas
O vereador Dr. Eduardo Assis (Avante) defendeu o aumento dos investimentos em tecnologia, equipamentos e aeronaves para alcançar focos de incêndio em áreas de difícil acesso. Para ele, o período de seca e queimadas exige apoio das esferas estadual e federal.
Embora a Câmara tenha divulgado propostas que vão da ampliação do atendimento à saúde da mulher ao reforço da fiscalização ambiental, não foram informados, na divulgação, prazos, custos, responsáveis pela execução ou resultados já obtidos com as medidas citadas. Também não foi apresentada resposta sobre eventual implementação das ações defendidas durante os pronunciamentos. A informação disponível registra os pedidos e argumentos dos vereadores, mas não documenta a execução dessas iniciativas.
Fonte: Camara dos Vereadores Manaus.

