quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Política

Wilson Lima cobra maior presença federal nas fronteiras e reforço no combate ao narcotráfico no Amazonas

Candidato ao Senado afirma que Estado vem assumindo custos de operações em área estratégica para o país e defende mais efetivo da Polícia Federal e das Forças Armadas
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O candidato ao Senado pelo União Brasil, Wilson Lima, cobrou nesta quinta-feira (10) maior participação do governo federal na proteção das fronteiras do Amazonas e no enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado na região. Segundo ele, a extensão territorial e a posição estratégica do Estado exigem uma presença permanente e mais estruturada das forças federais.

O Amazonas possui quase 4 mil quilômetros de fronteiras internacionais, área que, segundo Wilson Lima, não pode ficar sob responsabilidade predominante das forças estaduais de segurança.

“Há décadas o governo federal não cumpre a sua parte na guarnição das fronteiras. Só para você ter uma ideia, dos 15 mil quilômetros de fronteira do Brasil, quase um terço, aproximadamente 4 mil quilômetros, está aqui no estado do Amazonas. Sozinhas, as nossas polícias não conseguem carregar essa responsabilidade”, declarou.

Para Wilson Lima, a vulnerabilidade das fronteiras amazônicas ultrapassa os limites do Estado, uma vez que as rotas utilizadas para entrada de drogas e armas alimentam organizações criminosas que atuam em diferentes regiões brasileiras.

O candidato defendeu o aumento da presença da Polícia Federal e das Forças Armadas, com atuação integrada do Exército, Marinha e Aeronáutica.

“O governo federal deve fazer a parte dele, ter policiamento da Polícia Federal, ampliar a presença das Forças Armadas, seja Marinha, Aeronáutica ou Exército. Isso já é possível fazer com o efetivo que tem à disposição e com os recursos do próprio Ministério da Justiça, porque o Ministério tem condições para efetivamente fazer isso”, afirmou.

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Bases fluviais ampliaram presença do Estado

Wilson Lima destacou que o Governo do Amazonas adotou nos últimos anos uma estratégia de ocupação permanente de áreas consideradas estratégicas para as rotas fluviais utilizadas pelo crime organizado.

Entre as medidas estão as três Bases Arpão, instaladas nas calhas dos rios Solimões e Negro. As estruturas estão posicionadas no Médio Solimões, entre Coari e Codajás; na foz do rio Branco, próximo à divisa com Roraima; e no Alto Solimões.

As bases funcionam como estruturas integradas de fiscalização e segurança, reunindo diferentes órgãos estaduais e federais.

“São três grandes embarcações, com capacidade para ter até 100 homens embarcados, reunindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Força Nacional, ICMBio e Ibama. Só que quem arca com a responsabilidade, quem banca isso, é praticamente 100% o Governo do Estado do Amazonas”, ressaltou Wilson Lima.

Além das bases fluviais, a gestão estadual adquiriu 13 lanchas blindadas, novas viaturas, armamentos e equipamentos de inteligência destinados ao enfrentamento das organizações criminosas.

De acordo com os dados apresentados pelo candidato, os investimentos do Governo do Amazonas em segurança pública ultrapassaram R$ 1,6 bilhão desde 2019.

Pressão nas rotas do tráfico

Wilson Lima relacionou o reforço da fiscalização no interior e nas rotas fluviais à redução de indicadores de violência também na capital amazonense.

Segundo ele, combater as organizações criminosas antes que drogas e armas cheguem aos grandes centros urbanos é fundamental para reduzir outros delitos associados ao tráfico.

“Quando a gente pressionou e apertou o tráfico e o crime organizado, o resultado foi imediato também na capital. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou que o Amazonas reduziu indicadores importantes da criminalidade, como roubos, furtos e homicídios”, afirmou.

Entre 2024 e 2025, conforme os números apresentados, as mortes violentas no Amazonas caíram 32,5%, passando de 1.173 para 799 ocorrências.

O desempenho também aparece no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O Amazonas alcançou a quinta colocação nacional no pilar Segurança Pública, ficando na primeira posição entre os Estados da Região Norte.

Segurança das fronteiras como pauta no Senado

Wilson Lima afirmou que pretende levar a discussão sobre o financiamento e a proteção das fronteiras amazônicas para o Senado, caso seja eleito.

A proposta defendida pelo candidato é ampliar de forma permanente o efetivo federal na região e aumentar a participação financeira da União nas operações de combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

Para Wilson Lima, o modelo atual impõe aos Estados fronteiriços uma responsabilidade que deveria ser compartilhada de maneira mais equilibrada com o governo federal.

A defesa é de que o Amazonas continue investindo na estrutura de suas polícias e em inteligência, mas que a União assuma de forma mais efetiva suas atribuições nas fronteiras internacionais.

Sozinhas, as nossas polícias não conseguem carregar essa responsabilidade”, reforçou Wilson Lima.